Thor: entre martelos, ensinamentos e traições

Thor é uma HQ antiga que nasceu da mais antiga ainda mitologia nórdica. Pra curtir o longa recém lançado no Brasil não é necessário ser um exímio leitor dos quadrinhos da série, estudioso dos mitos escandinavos e tão pouco conhecer cavaleiros do zodíaco. (haha)

A adaptação de Kennet Branagh foi bastante feliz em diversas cenas e o 3D não deixou o filme mais exagerado do que deveria. Exagero mesmo só nas cenas de romance entre Thor, vivido por Chris Hemsworth, e Jane Foster encenada apagadinha Natalie Portman, provavelmente numa ressaca pós Cisne Negro. Digna de menção é a gracinha da Kat Dennings que viveu Darcy Lewis, estagiária de Foster.

Bacana mesmo foi a atuação tão importante quando comedida dos heróis menores: Hogum, Fandral, Volstagg e o guardião da ponte Heimdall.

Chris Hemsworth, o Thor, não desapontou nem os geeks, vide os reviews espalhados pela websféra nem a mulherada, dados os gritinhos quando o galã aparece sem camisa. (Assim que cheguei em casa já caí no supino.)

Quem curte uma boa atuação também não fica em maus lençóis na sala de cinema, ótimos momentos de Thor e seu irmão, Loki garantem uma fotografia de primeira à película.

Engraçado comparar os ainda não consagrados Hemsworth e Tom Hiddleston (Loki) ao mestre Anthony Hopkins que se reinventa para viver Odin, rei de Asgard e “Pai de Todos”, alcunha utilizada até por seus inimigos. Hopkins após o fraco O Ritual, onde sua atuação foi praticamente a única coisa bacana, agora participa de um filme bem melhor como maior qualidade técnica e artística.

Por falar em arte, impossível deixar passar em branco a atuação de Tom Hiddleston, poderoso e enigmático foi o contrapeso astuto à força de seu destemido irmão Thor. Há um probleminha de argumento em seu personagem bastante complexo que deve ter dado algum nó na cabeça dos roteiristas Ashley Miller, Zack Stentz e Don Payne. Mas o personagem é perturbado e descarrega um pouquinho de raiva no sangue do espectador como todo vilão que se preze.

Recomendo assistir em 3D.

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Um comentário sobre “Thor: entre martelos, ensinamentos e traições

  1. Achei Thor bem ruim. O que salva é o Hemsworth sem camisa (acho que já que adaptaram tanta coisa na história, poderiam ter adaptado seu uniforme, e reduzido-o a uma sunga), o Heimdall, e o Loki (em alguns momentos) e Asgard, que não estava exagerada. A trilha sonora é a mais nada a ver que já vi, só faltava tocar Marvin Gaye nas cenas de luta, e nem iria ficar charmoso como se fosse feito pelo Tarantino.
    Anthony Hopkins parecia um vovô babão, estava atuando da mesma forma que em Beowulf, só que lá estava mais forte (e olha que lá ele era computação gráfica).
    As cenas das viagens na Ponte do Arco-íris estão exageradas, e é o único momento em que vi 3D.
    Thor luta pela Jane no filme, o que não faz sentido, não dá para entender o porquê, já que não há, em nenhum nível, química entre aquela delícia de homem e a Nathalie Portman, que está apagada, e sua cara já cansou.
    E o roteiro? Adaptações péssimas, Odin perdendo o olho em batalha (?), Loki não é o deus da ilusão e sim um filho roubado (?), é um passeio por cenas sem ligação uma com a outra, sem um ritmo adequado.
    Enfim, nem dá para comparar com outros filmes de quadrinhos, nem com Iron Man (o primeiro) que é de um personagem do mesmo grupo que, inclusive, vai encontrar Thor no futuro.
    Estou esperando The Avengers e Capitão América, só espero que não sejam duas bostas, porque acabaram com Thor, quero ver amarrarem essa história fraca com as outras.

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